{"id":1055,"date":"2020-02-09T13:35:08","date_gmt":"2020-02-09T13:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/?p=1055"},"modified":"2020-03-06T13:41:41","modified_gmt":"2020-03-06T13:41:41","slug":"turquinho-o-primeiro-policial-rodoviario-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/turquinho-o-primeiro-policial-rodoviario-do-brasil\/","title":{"rendered":"Turquinho, o primeiro policial rodovi\u00e1rio do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Nos anos 1920, as fortes chuvas exigiam melhor sinaliza\u00e7\u00e3o e desvios de trechos rodovi\u00e1rios, inclusive com a utiliza\u00e7\u00e3o de lampi\u00f5es vermelhos durante a noite, Turquinho, como ficou conhecido, recebeu a miss\u00e3o de zelar, sozinho, pela seguran\u00e7a das rodovias federais.<!--more--><\/p>\n<p>Quando a primeira estrada brasileira foi inaugurada em 1861, as pessoas ficaram maravilhadas com a velocidade que a pista proporcionava. Dom Pedro II e uma grande comitiva percorreram o vistoso caminho de Petr\u00f3polis a Juiz de Fora com as dilig\u00eancias cruzando a estrada \u00e0 fant\u00e1stica velocidade de 20 quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>Desde o tempo da Col\u00f4nia, havia aqueles caminhos imensamente prec\u00e1rios, trilhas que \u00edndios, jesu\u00edtas e bandeirantes percorreram. Estradas r\u00fasticas e perigosas demais para contribuir de modo efetivo com o desenvolvimento das localidades. E, desde o tempo da Col\u00f4nia, n\u00e3o havia ningu\u00e9m que as vigiasse. Venham comigo, pelos caminhos mais escuros da hist\u00f3ria, percorrer cada palmo desse ch\u00e3o, de carona com o primeiro policial rodovi\u00e1rio do Brasil e sua potente Harley Davidson 1935 VD.<\/p>\n<p>Eis que somente em 1920, quando Washington Lu\u00eds assumiu o governo de S\u00e3o Paulo, foi que se pensou em construir novas estradas e ampliar a rede vi\u00e1ria de uma regi\u00e3o. Surgiram ent\u00e3o duas grandes estradas macadamizadas que se tornaram modelos para as que viriam a seguir, a estrada de Campinas e a estrada de Itu, ambas ligadas \u00e0 capital do estado.<\/p>\n<p>Em 1926, com o lema Governar \u00e9 Abrir Estradas, Washington Lu\u00eds, \u00faltimo representante da Rep\u00fablica Velha, assumiu a presid\u00eancia do Brasil e se viu diante de um pa\u00eds repleto de caminhos ermos feitos de poeira e cascalho, ilhados pelo capim alto, sem faixas, nem sinaliza\u00e7\u00e3o. A frota automobil\u00edstica do pa\u00eds era ent\u00e3o composta por 93682 autom\u00f3veis e 38075 caminh\u00f5es, n\u00fameros assegurados pela presen\u00e7a dos dois maiores fabricantes norte-americanos no Brasil \u2013 Ford e GM. E todo dia, se faziam novos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, as estradas brasileiras ainda seguiam o padr\u00e3o desenvolvido pelo engenheiro escoc\u00eas John Loudon McAdam em 1820. As chamadas estradas macadamizadas consistiam em um pavimento onde tr\u00eas camadas de pedras eram sobrepostas e alinhadas em uma funda\u00e7\u00e3o com valas laterais para escoamento da \u00e1gua da chuva.<\/p>\n<p>Um m\u00e9todo que requeria imensa m\u00e3o de obra e meses de laborioso enfrentamento por parte dos oper\u00e1rios e construtores. Eficiente, mas de lento progresso e com o advento dos ve\u00edculos motorizados, mais velozes que carro\u00e7as, cup\u00eas e cabriol\u00e9s, a poeira tornou-se um problema s\u00e9rio nas estradas de macadame. Colidir ou sair da estrada era quase t\u00e3o constante quanto se manter nela.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o das chuvas, contudo, era catastr\u00f3fica.<\/p>\n<p>As enxurradas levavam a areia e o saibro de macadame estrada abaixo, surgindo sulcos, crateras e atoleiros que tornavam o percurso intransit\u00e1vel. Diante desse cen\u00e1rio, a estrada Rio-Petr\u00f3polis, uma das mais movimentadas e, consequentemente, a mais afetada pelas chuvas, tornou-se uma das prioridades do governo Washington Lu\u00eds.<\/p>\n<p>Washington colocou em pr\u00e1tica o d\u00edstico de seu governo. Em meados de 1927, criou o Fundo Especial para Constru\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o de Estradas de Rodagens Federais, com o intuito de financiar o desenvolvimento rodovi\u00e1rio do Brasil. E, em setembro daquele mesmo ano, sancionou a primeira legisla\u00e7\u00e3o que estabelecia regras para a circula\u00e7\u00e3o internacional de ve\u00edculos no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Finalmente, no dia 25 de agosto de 1928, o presidente inaugurou a Rodovia Rio-Petr\u00f3polis, a primeira estrada asfaltada do pa\u00eds. No dia seguinte, nada menos do que 1783 carros passaram pela estrada. Dois dias depois vieram os numerosos caminh\u00f5es. O marco da nova pol\u00edtica rodovi\u00e1ria federal foi considerado, at\u00e9 os anos 1950, a melhor rodovia da Am\u00e9rica do Sul e deu impulso aos milhares de quil\u00f4metros de novas rodovias, incluindo a Uni\u00e3o Ind\u00fastria, a Rio\/S\u00e3o Paulo e a Rio\/Belo Horizonte. Mas era muito ch\u00e3o e, mesmo naquela \u00e9poca, as rodovias distavam das cidades e de qualquer tipo de socorro. Era territ\u00f3rio selvagem, onde tudo podia acontecer.<\/p>\n<p>Assim, algu\u00e9m precisava zelar pela vigil\u00e2ncia e seguran\u00e7a dos motoristas.<\/p>\n<p>Nesse interim, o presidente Washington Lu\u00eds tamb\u00e9m havia determinado a cria\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia de Estradas. Foi criada no dia 24 de julho de 1928, mas somente em 1935, quando Washington Lu\u00eds j\u00e1 havia sido derrubado pelo golpe militar de 1930, Ant\u00f4nio Felix Filho, o Turquinho, foi chamado pelo administrador Natal Crosato, a mando do engenheiro-chefe da Comiss\u00e3o de Estradas de Rodagem, Yeddo Fi\u00faza, para organizar os servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia das rodovias Rio-Petr\u00f3polis, Rio-S\u00e3o Paulo e Uni\u00e3o Ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>De tal forma que o desempenho dos policiais rodovi\u00e1rios federais nas estradas viria a inspirar, na d\u00e9cada de 1960, o cineasta Ary Fernandes a criar a primeira s\u00e9rie televisiva brasileira. O Vigilante Rodovi\u00e1rio foi ao ar em mar\u00e7o de 1961, na extinta TV Tupi, logo ap\u00f3s o telejornal Rep\u00f3rter Esso.<\/p>\n<p>Patrocinado pela Nestl\u00e9 do Brasil, logo a s\u00e9rie que contava as aventuras do inspetor Carlos e seu c\u00e3o Lobo, na luta contra o crime, a bordo de uma motocicleta Harley-Davidson 1952 ou de um Simca Chambord 1959, se tornou um sucesso de audi\u00eancia, ganhando tamb\u00e9m uma revista em quadrinhos mensal publicada pela Editora Outubro. Segundo o pr\u00f3prio criador da s\u00e9rie, desde crian\u00e7a, sentia falta de um her\u00f3i 100% brasileiro. A cria\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie foi a realiza\u00e7\u00e3o deste antigo sonho. A escolha do tema foi a admira\u00e7\u00e3o que ele pr\u00f3prio nutria pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal e pela simpatia que a popula\u00e7\u00e3o sentia por este \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Leia a mat\u00e9ria completa aqui:  <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/historia-turquinho-o-primeiro-policial-rodoviario-do-brasil.phtml\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><strong>Aventuras na Hist\u00f3ria<\/strong> <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 1920, as fortes chuvas exigiam melhor sinaliza\u00e7\u00e3o e desvios de trechos rodovi\u00e1rios, inclusive com a utiliza\u00e7\u00e3o de lampi\u00f5es vermelhos durante a noite, Turquinho, como ficou conhecido, recebeu a miss\u00e3o de zelar, sozinho, pela seguran\u00e7a das rodovias federais.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1056,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-1055","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1055\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.vigilanterodoviario.com.br\/retro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}