Eterno trapalhão: Dedé Santana lembra de Ary Fernandes

Sobre o filme de 1981, além da saudade de Mussum e Zacarias, o que mais vem à lembrança é a experiência na direção de algumas cenas. “Toda aquela parte dos Estados Unidos fui eu que dirigi. Antes de ser ator, tinha o sonho de ser diretor e fiz um curso com o Ary Fernandes, que criou a primeira série brasileira, ‘Vigilante Rodoviário’”, disse Dedé Santana em entrevista.

Mandried Sant’Anna está novamente na pele de Dedé, no filme “Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood”, em cartaz nos cinemas. Mas quem quiser vê-lo em carne e osso terá duas chances: a peça “A Última Vida de um Gato” é uma das atrações da 43ª Campanha de Popularização Teatro & Dança, com sessões no Grande Teatro do Palácio das Artes.

As raízes mineiras se devem ao circo, cenário e tema de “Os Saltimbancos Trapalhões”, que, como ele faz questão de frisar, tem uma história diferente em relação ao filme de mesmo nome, lançado em 1981 e um dos maiores sucessos de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. O novo longa tem Didi também, mas é um musical, baseado em peça de Charles Möeller e Claudio Botelho.

“É uma coisa inédita no cinema mundial: dois personagens, Didi e Dedé, que retornam 35 anos depois. Eu, particularmente, fiquei muito emocionado. Nasci no circo. Minha família é toda circense. Quando entro num picadeiro, eu me torno um embaixador do circo no Brasil”, assinala Dedé, que quase saiu do quadro, numa das sequências capitais do filme, quando todo elenco entra no picadeiro.

“Eu teria que ser um dos primeiros a entrar e ficar ao lado de Renato (Aragão, intérprete do Didi), na frente. Mas fiquei esperando o Mussum e o Zacarias para entrarmos juntos… Acabei me atrasando. Foi a Colinha (Letícia Colin, que faz a filha do dono do circo prestes a ser vendido) que me empurrou para frente. Quase não consegui ir”, lembra.

Assista a entrevista completa aqui!

Dedé Santana e Renato Aragão