A Volta

VIGILANTE RODOVIÁRIO® – A HISTÓRIA QUE O TEMPO NÃO APAGA
1978: A Volta do VIGILANTE RODOVIÁRIO®

Ary Fernandes grava  O Vigilante Rodoviário 2Em 1978, usando como pano de fundo a cidade interiorana de Atibaia, a 60 km de São Paulo, Ary Fernandes segue com seu sonho com o piloto para a segunda série do “VIGILANTE RODOVIÁRIO®”.

Foi através da EMBRAFILMES (extinto Orgão Governamental), que o seu criador e diretor da primeira versão da série, o cineasta Ary Fernandes, sentiu que haveria uma chance de trazer novamente à TV, o nosso primeiro e lendário herói genuinamente brasileiro, “O VIGILANTE RODOVIÁRIO®”.

O projeto da EMBRAFILMES visava incentivar a produção nacional de filmes de alta qualidade.

Assim, essa entidade governamental abriu as inscrições para que os nossos cineastas apresentassem seus projetos cinematográficos.

Para seleção, a EMBRAFILMES baseou-se numa criteriosa triagem; na qual a criatividade, conteúdo, idoneidade da produtora e do cineasta responsável pelo projeto fossem fatores decisivos para escolha final.

E foi assim, que Ary Fernandes e outros poucos cineastas participantes, foram selecionados e receberam incentivos financiados por esse órgão para a realização de suas obras.

Ary Fernandes com autoridadesContavam com total apoio dos Ministérios da Educação e Cultura e também do Ministério das Comunicações, visando o interesse para a produção de filmes nacionais de gabarito para a televisão brasileira; abrindo conseqüentemente, o mercado internacional tanto para os nossos filmes assim como para os nossos profissionais.

Os produtores de filmes brasileiros já visavam assegurar o mercado do cinema nacional da forte concorrência internacional.

Com as fronteiras abertas para o mercado cinematográfico, haveria maior divulgação e reconhecimento do nome do Brasil em outros países.

E foi dessa forma, que o cineasta Ary Fernandes conclui totalmente em tecnicolor, com muita ação e aventura o piloto que seria o carro chefe para a nova saga “VIGILANTE RODOVIÁRIO®”.

A película, totalmente remodelada para os padrões daquela época, foi produzida pela empresa detentora dos direitos da marca “VIGILANTE RODOVIÁRIO®”, a PROCITEL – Produções Cine Televisão Ltda, pertencente a Ary Fernandes.

Coube também a este respeitável cineasta o argumento, roteiro, produção e direção do filme.

A Produção contou com inteira colaboração do Coronel PM CID BENEDITO MARQUES, o Comandante do 3º Batalhão Policial de Choque e do Capitão PM ALBINO CARLOS PAZELLI Comandante do Canil da Polícia Militar.

No elenco, vivendo o personagem Vigilante Carlos, o ator e galã do SBT Antônio Fonzar, contava com seu fiel amigo o cão Lobo, vivido por 3 (três) cães da raça Pastor Alemão pertencentes ao Canil da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Ary com PatrulheirosPara o treinamento do ator nas cenas de luta um investigador de polícia Sr. Orlando Magalhães foi colocado à disposição da produção graças à colaboração do Exmo. Coronel Erasmo Dias, Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Para orientar o ator no papel de Vigilante Rodoviário Carlos como proceder nas cenas realizadas na estrada, foi colocado a disposição o 2º Sargento PM Rodoviário Benedito Lupe.

Ao contrário do primeiro Lobo, que ‘não contava com dublês’ (seguia somente os comandos ensinados por Ary para controlar o animal em cena), o segundo personagem do cão Lobo contou com a participação dos cães: “Lobo”, “Dom” e “Ekel”, que atuavam sob comando do Sargento da Polícia Militar José Roberto Gonçalvez e pelo SD PM Luiz Fernando Del Preto, acompanharam e ficaram as disposições da equipe até o término das filmagens.

Quanto ao personagem Tuca, foi vivido pelo garoto, Jonathans Carvalho Batista, de 11 anos de idade, descoberto por Ary Fernandes.

Após ser concluído, o filme foi entregue ao Órgão Governamental competente, afim de ser submetido previamente às autoridades da Censura Federal, para então ser liberado para televisão.

Conseqüentemente, seria distribuído ao canal que viesse a produzi-lo e apresentado diariamente em forma de seriado.

Contudo, devido aos problemas enfrentados pela EMBRAFILMES, essa segunda série que marcaria a volta do “VIGILANTE RODOVIÁRIO®”, não pôde ser concluída; ficando restrita ao filme piloto da série.

Hoje, essa obra do cineasta Ary Fernandes encontra-se depositada sob os cuidados da Cinemateca do Estado de São Paulo.
Ary Fernandes